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Aniversário

Hoje nosso blog completa 6 anos de existência. Analisando em retrospectiva, estamos cada vez mais cientes de que nossos objetivos estão sendo alcançados: discutir polícia e segurança pública com um público variado, incluindo policiais, estudiosos do tema e demais interessados. Embora esta seja uma tarefa desafiadora é, também, muito satisfatória. Imprescindível citar o protagonismo dos fundadores: Victor Fonseca, Marcelo Lopes, Washington Soares e Daniel Abreu, além deste que vos escreve. Emmanoel Almeida e Sandro Mendes, inseridos posteriormente na equipe de autores, não foram menos importantes para o engrandecimento deste trabalho. Hoje o Abordagem Policial tem inquestionável destaque nacional, sendo referenciado por diversos veículos de comunicação de grande porte, e uma propagação incrível nas redes sociais. Isto nos rende mais de 10 mil visitantes todos os dias, com picos que chegam a mais de 60 mil pessoas buscando este blog para consumir nosso conteúdo. Estamos ampliando nossas conquistas. Dois novos projetos estão sendo lançados este ano, o Concurso Policial (www.concursopolicial.com.br), que visa colaborar com candidatos à carreira policial, e o Prosopolícia (www.prosopolicia.com.br), uma espécie de blog literário sobre a atividade policial. Gostaríamos muito que os leitores demonstrem nestes espaços o mesmo carinho e colaboração que demonstram ao Abordagem Policial. Finalizando, o mais importante: o agradecimento a cada um de vocês que prestigiam nossos esforços em trazer conteúdo de qualidade aqui no blog. Muito obrigado! Estamos apenas começando... :)
Neste sábado, 14 de julho, o Abordagem Policial completou 5 anos de existência. Esta é mais uma oportunidade de agradecermos a todos aqueles que, desde o início desta jornada, vêm contribuindo para consolidar este blog como um dos mais importantes espaços de discussão sobre polícia e segurança pública no país. Felizmente, do primeiro texto publicado para cá, a perspectiva é de crescimento: a cada dia que passa, mais usuários acessam o Abordagem com o intuito de se informar, discutir e entender um pouco mais desse universo complexo e cheio de peculiaridades. Citado em outros blogs, referência em trabalhos acadêmicos, fonte de consulta para veículos da grande mídia, guia para concursandos, noticiário de policiais e demais agentes de segurança pública - o Abordagem Policial está cumprindo missões que sequer passava pelas cabeças de seus idealizadores, eu (Danillo Ferreira), Victor Fonseca, Marcelo Lopes, Washington Soares, Sandro Mendes, Daniel Abreu e Emmanoel Almeida, todos, nos idos de 2007, alunos-a-oficial da turma Coronel PM Antonio Roque da Silva, que tinham como ambição apenas estender para outros públicos as discussões que cotidianamente eram feitas nos corredores da Academia de Polícia Militar da Bahia. Desafios? Muitos. Se manifestar publicamente sobre temas sensíveis no interior de uma corporação militar. Manter o fluxo de atualizações ao tempo em que a vida profissional e pessoal exigem tempo e dedicação. Se firmar como veículo de referência nacional sendo os autores, em sua maioria, exteriores ao eixo Rio-São Paulo. Filtrar conteúdo de qualidade e pioneiro em uma época de ampla disseminação de informações. Ao que parece, temos avançado e administrado estas dificuldades, que são bem menores que o prazer de ser referência para aqueles que são responsáveis por cerca de 12 mil visualizações diárias neste blog: nossos leitores. A todos vocês, agradecemos a confiança e a companhia, sem a qual, seria impossível continuar, com o sentimento de quem está começando, e deseja que mais períodos como o que passamos se repitam. Obrigado a todos vocês!  
Ontem, a PM mais badalada do Brasil está completando 200 anos: a Polícia Militar do Rio de Janeiro. Retratada em filmes, seriados e livros que repercutiram internacionalmente, a PMERJ, e o Rio de Janeiro, são símbolos dos problemas por que passam as corporações policiais no Brasil, de modo que sempre que se quer abismar um público com estatísticas e fatos negativos referentes à segurança pública, cita-se o Rio como exemplo. A corrupção de parte de seus agentes, os baixos salários, a violentíssima criminalidade que enfrentam. Difícil estabelecer culpados por problemas que não se iniciaram hoje, nem este ano, nem nesta década... Mas a pergunta a se fazer, já que comemoramos o aniversário da polícia que cuida do Estado que talvez mais identifique o brasileiro internacionalmente, é: o que se está fazendo para modificar essa conjuntura? De acordo com O Globo, o Governador Sérgio Cabral anunciou algumas novidades para a PMERJ, como a contratação de cerca de 22 mil homens nos próximos cinco anos, e o aumento salarial para a categoria no segundo semestre, sem especificar o percentual. Já o Coronel Comandante Geral da PM do Rio "exaltou o projeto de policiamento comunitário , já implantados nas comunidades Santa Marta, em Botafogo, Batan, em Realengo, e Cidade de Deus, em Jacarepaguá". São medidas importantes, mas ainda não dá pra acreditar que são suficentes. Os 200 anos de uma instituição da importância da PMERJ merecia algo mais. Medidas pautadas na reflexão de que apesar de seus dois séculos a instituição ainda tem muitos entraves, problemas e deficiências, talvez repetidos historicamente. Abaixo, deixo um pequeno texto do Coronel Reserva da PMERJ Paulo Ricardo Paúl, com profundas conclusões sobre o bicentenário da corporação: A Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro completa 200 anos de criação. Uma grande festa, envolvendo toda a população fluminense, deveria estar acontecendo por todo o Estado do Rio de Janeiro, homenageando a Instituição Militar bicentenária e os seus integrantes, os Policiais Militares, autênticos heróis sociais do cotidiano. Infelizmente, a realidade é muito diferente e as poucas festividades ficarão restritas às promovidas pela própria Polícia Militar. Vivemos dias de pouca credibilidade junto aos nossos clientes, os cidadãos fluminenses; o nosso efetivo está totalmente desmotivado, em face dos salários famélicos recebidos, os piores do Brasil e a Instituição está completamente subjugada ao poder político. O caos é a nossa realidade, todavia, não podemos esquecer que do caos podemos construir a ordem. É hora de enxugar as lágrimas e encher o peito de coragem. Hoje, os Alunos do Primeiro Ano do Curso de Formação de Oficiais recebem na Academia de Polícia Militar D. João VI, o Espadim de Tiradentes, o símbolo do idealismo e do destemor. Eles representam o novo, a nova Polícia Militar. Eles são o futuro! E, pensando neles, encerro com a frase que pode nortear o futuro da Polícia Militar: 13 de maio de 2009 – Um Novo Início, Uma Nova Polícia. PAULO RICARDO PAÚL CORONEL DE POLÍCIA CORONEL BARBONO Rio de PAz homenageia policiais do Rio Aproveitando os 200 anos da PMERJ, a ONG Rio de Paz fez uma manifestação na Praia de Ipanema, em homenagem aos policiais mortos no Estado nos últimos dois anos. Foram estendidas em varais setenta fardas da PMERJ, manchadas de "sangue" (tinta) e furadas como se tivessem recebido tiros. Num cartaz, a seguinte frase: "Eles tombaram na defesa do povo do Rio de Janeiro". Parabéns à ONG pelo reconhecimento...
Estamos na semana em que a Polícia Militar da Bahia completa 184 anos, no último dia 17 de fevereiro, especificamente. Cabe a pergunta: o que significa o aniversário de uma instituição pública? Qual a relevância desta data? São comuns os discursos recheados de adjetivos, destacando os valorosos, briosos e heróicos combatentes do passado. Também não faltam apologistas à instituição que "resistiu" mais de 180 anos (quase bicentenária) ao instável fluxo sócio-cultural da sociedade brasileira e baiana desde sua criação. A verdade é que a Polícia Militar da Bahia, e creio que esse é um caso específico que se extende às demais polícias, está melhor do que nunca. Pior que amanhã, certamente, mas melhor que ontem. Parece um raciocínio clichê e óbvio, mas minha intenção é desconstruir o saudosismo da "polícia do meu tempo". A polícia "que era mais respeitada", "que tinha mais moral", "que mandava de verdade". Enfim, a polícia do passado, manifestamente extinta pela sociedade, mas que vez ou outra insiste em reaparecer em discursos, ou em atitudes lamentáveis de alguns policiais. Aquela "resistência" é hoje colocada em xeque por correntes de pensamento que entendem, acertadamente, que a polícia deve estar voltada para servir ao  cidadão, seu cliente (foco de qualquer empresa bem administrada nos dias atuais). A PMBA já aderiu oficialmente, por exemplo, à doutrina de Polícia Comunitária, que segue esse viés de atuação, não obstante ainda passar por problemas na implementação dessa aproximação entre polícia e comunidade. A PM, para sobreviver como instituição útil, depende pouco de autoproclamações, vaidades corporativas e saudosismos pautados em vontades pessoais. Só se constrói polícia, ou qualquer outra organização pública, com a argamassa das necessidades sociais, com as ferramentas certas para seus respectivos problemas. As soluções do passado , menos dinâmico, mais uniforme e pouco conflitivo, são insuficientes para sanar as doenças da atualidade. Sem esquecer onde já erramos, sem ignorar o que está dando certo, nem desmerecer o relevante trabalho de todos os policiais que construíram e constroem a Polícia Militar da Bahia, ou seja, levando em consideração nossa história, devemos comemorar a polícia que temos hoje, mais profissional, humanitária, cidadã. Ainda longe do ideal, mas o mais próximo que já chegamos dele. Se não resolvemos os problemas que a sociedade nos impõe, perdemos o sentido de existir, logo, se à sociedade não nos dedicarmos, ela própria desconsiderará nossa importância. A foto que ilustra esse post é do Quartel do Comando Geral da PMBA: imponente, vigoroso, elegante. Quando a sociedade olhar a polícia e os policiais de tal modo, teremos a polícia "que é respeitada", "com mais moral". O aniversário da PMBA é uma oportunidade para se pensar como contribuir, individualmente, para essa edificação.
Já não é novidade que a Internet, mais especificamente os blogs, trouxeram uma nova roupagem à maneira das pessoas adquirirem informação e interagir com ela. O jornalista americano Hugh Hewitt, em seu livro "Blog", compara a ascensão dos blogs com a revolução feita por Lutero, quando tirou da Igreja Católica o monopólio da leitura e interpretação das escrituras. Assim, os blogs criaram a possibilidade de qualquer um poder divulgar o que quiser sem ter que passar pelos filtros da mídia tradicional e hegemônica, com uma vantagem: ter a imediata sensação do leitor em relação às publicações, através dos comentários. Se para um jornalista o blog é uma ferramenta que potencializa seu poder de expressão, imaginem para militares que têm pouquíssimos, ou nenhum, meio de se expressar, de tratar a verdade através de seus vieses e interpretações. Mais ainda quando nos referimos a policiais militares, geralmente mal-tratados e generalizados pela mídia. Foi para fazer um contraponto a esse quadro que criamos, há um ano atrás, o Abordagem Policial. Do dia 14 de julho de 2007 para cá, o Abordagem Policial discutiu e divulgou muitos assuntos pertinentes aos profissionais de segurança pública, sempre através da ótica dos próprios profissionais de segurança pública. Como uma vez comentou o Tenente-coronel da PMERJ Mário Sérgio: "a discussão a respeito do crime, criminosos e criminalidade sempre esteve restrita, e mesmo monopolizada, nos chamados 'círculos acadêmicos'". É absurdo imaginar-se que numa determinada área do conhecimento, principalmente num terreno tão delicado como é e está o da segurança pública brasileira, os profissionais que atuam nesta área estejam alijados das discussões e da construção de novas formas de atuação e solução de problemas. Com esse mister, conseguimos não apenas ampliar a voz dos colaboradores do blog, como também de leitores que se dispuseram a comentar e enviar textos par'a serem publicados aqui. Apesar das dificuldades encontradas – todos os colaboradores são alunos-a-oficial da PMBA, o que implica ter um dia-a-dia acumulado de atividades – conseguimos fazer o blog superar nossas expectativas. Fomos indicados a um prêmio de relevância nacional, o Prêmio iBest, recebemos elogio formal do atual diretor da APM-BA, o Coronel Deraldo de Carvalho Melo e outros tantos informais de colegas de CFO, oficiais, praças e policiais de outras organizações. O site da PMGO constantemente publica textos postados aqui no Abordagem, ajudando a difundir nossas idéias e observações naquele estado. Como não citar também o apoio e a participação dos outros blogs policiais, Diário de um PM, Diário do Stive, Caso de Polícia, Blog da Segurança Pública, Blitz Policial (irmão mais novo do Abordagem) e os demais que, através de posts e links divulgaram o Abordagem Policial. Nosso trabalho e esforço é dirigido ao leitor, seja aquele que discute e interage, seja aquele que lê e se reserva a não fazer comentários. Cada visita que detectamos, cada comentário que lemos – por mais divergente que seja – é o maior incentivo que podemos ter. Agradeço a todos que prestigiam o Abordagem Policial, ao tempo que passo o comando do post para Marcelo Lopes, que escreveu sua visão sobre esse gratificante ano em que blogamos polícia e segurança pública... * * * Não sei nem o que dizer... por Marcelo Lopes 14 de julho de 2007: eu sei que estamos em 2008, mas, foi no ano passado que tudo começou. Na verdade, de minha parte queria dizer algo, muitas coisas que eu tinha engasgado na garganta. E qual a praça que não tem? Pois é, eu também tinha e tenho. Quando Danillo me chegou com a idéia, impulsivamente eu disse sim. Tínhamos muitas afinidades de pensamento e me parecia ser uma pessoa séria, apesar de que, jamais pensei que ele estava imaginando, e ele estava, fazer algo tão importante. Logo no dia eu disse: "14 de julho é o dia da queda da Bastilha, o marco inicial da Revolução Francesa". "É mesmo". "É". "É mesmo". O pessoal foi reunido por afinidades pessoais, com divergência de pensamento em algumas áreas, e na base do: "Topa?", "Topo!", nos juntamos. Danillo, Washington, Victor, Daniel Abreu, eu e, posteriormente, Emmanoel Almeida. "Dom", que era o cara que entendia das ferramentas para construção do blog, pois já tinha um há alguns anos (o Café do Dom) e manjava da coisa toda. Marcamos algumas reuniões preliminares e definimos o nome. Dentre as várias sugestões acho que foi o Vitor que falou o nome Abordagem Policial, e depois de algumas verificações de disponibilidade de domínios, o Abordagem Policial foi batizado e registrado, então começamos a postar. "Postar?" Para mim era tudo novidade. E para alguns outros também, então, começamos digitando os textos no Word e o Dom dava o jeito dele lá. E até hoje continua dando (risos). Pois é, acho que eu desconhecia e por ignorância subestimava o poder de penetração dos blogs. Só sei que começamos, e depois de tão pouco tempo olho para algumas postagens antigas e dou risada, pois é visível o amadurecimento. Tanto nas idéias quanto na forma de redigir. Aos poucos foram aparecendo inúmeras manifestações de incentivo que realmente muito nos lisonjearam e não podem passar em branco. Primeiro o Ten. Cel. da PMERJ Mário Sérgio, ex-comandante do BOPE do Rio de Janeiro, que realmente soube com um comentário nos encher de força e otimismo. O Cel. PM Deraldo de Carvalho Melo, que teve a preocupação de querer conhecer quem eram os autores do blog, e em sua sala cumprimentou-nos, e mais, nunca senti, na polícia, o que naquele dia eu senti, tendo o Cel. PM Deraldo à nossa frente, falando daquela forma as coisas que estava falando. Acho que todo policial vibraria com suas palavras e seu entusiasmo. O que ele disse? Quem estava lá ouviu...(risos). Acho que um post em comemoração a este um ano do Abordagem, tem um quê profundo de agradecimento, então, aos colegas, primeiros leitores e incentivadores, aos notáveis que de vez em quando enchem a nossa bola lá nos comentários, aos outros blogueiros que nos receberam de braços abertos e sempre tivemos um grande apoio, a todos aqueles que de vez em quando fazem uma visitinha aqui e acompanham nossas idéias e um agradecimento especial de minha parte ao Danillo - acho que é unânime entre os membros do blog que, além de idealizador-mor do projeto, no sentido de ter efetivamente construído a página, compartilhando seu conhecimento, é quem sempre supre as faltas dos demais membros, sendo o elo de todos em torno do processo e ainda é corretor dos meus textos (risos). Obrigado a todos.