Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

Chacinas

Falar sobre os fatídicos acontecimentos, ou os fatos, ou massacre, chacina, tragédia... Seja lá como queira chamar, ou termo empregado pela mídia, de agora em diante não será tarefa fácil, e com certeza será maçante, tanto para quem lê, como para quem escreve, isto porque não há tanto o que contar, não há novidades; muito embora a imprensa continue a nos bombardear com suas repetidas chamadas, suas massificantes entrevistas que torturam mais e mais os pobres jovens vítimas/testemunhas do fato, em detrimento de trazer-nos informações novas ou relevantes para o caso... Como se fosse suficiente para aplacar nossa ânsia 'necrófila' por entender o que, como e porque dos acontecimentos, que, sem sombra de dúvida não há o que explicar, não há o que motivar, até porque quem mais poderia nos subsidiar sobre isso, também está morto. Mas as grandes mídias e o geral não querem nem pensar em largar o osso, se sucede reportagens e mais reportagens; traçando o perfil do assassino, refazendo passo a passo seus últimos dias. E o pior, como abutres e urubus na carniça, parafraseando a ótima jornalista Jaciara Santos em belíssimo artigo no A Queima Roupa; correm atrás de entrevistas EXCLUSIVAS, com as vítimas/sobreviventes do acontecido, promovem o destemido Policial Militar (uns eleitoreiramente... O péssimo salário que ele recebe ninguém fala...), o 3° Sgt PM Alves, em herói (esquecendo dos outros dois parceiros dele), vizinhos e populares consternados, logo alçados a condição de celebridade (?) e como não poderia deixar de ser, o pior, como se tivessem esquecido que são apenas crianças, assolam os pequenos em entrevistas e mais entrevistas, em diversos programas e horários, esquecendo o trauma, desprezando a dor e o luto. Tudo é um show! É TV, é jornal é entrevista. E corroborando com o adágio popular, "Nada é tão ruim que não possa ser piorado"... Promovem o algoz das crianças mortas em celebridade, talvez tudo o que ele almejava, em prol da "explicação", "motivação", os "porquês" para os fatos, algo tão subjetivo que beira a anedota, isso pode, até deve ficar para o campo dos leigos, dos pouco compromissados socialmente, porém nunca para os estudiosos, os formadores, os de responsabilidade social. (mais…)
Aconteceu aqui na APM-BA o lançamento do livro "Policiamento Ambiental na Bahia: Teoria e Prática", do Tenente Coronel PM Antônio de Carvalho Mélo Filho e do Capitão PM Dilson Antonio Rosário dos Santos. O livro é uma compilação de legislação, conceitos e modelos de documentos com o intuito de padronizar as ações de policiamento ambiental na PMBA, principalmente na atuação da Companhia de Polícia de Proteção Ambiental (COPPA). Trata-se de uma iniciativa que deve servir de modelo e incentivo para a PMBA, que possui poucos manuais - minimamente atualizados - que padronizem suas ações (abordagem, patrulhamento, etc.). Isso faz com que as ações policiais sejam díspares entre as diversas unidades, o que causa conflito de comunicação, principalmente em ações conjuntas, e tira o respaldo doutrinário necessário às ações policiais. Boa a inciativa, material de consulta obrigatória nos cursos de formação e até mesmo em outros entes estatais ou outras polícias. Cap. PM Dilson entrega livro autografado a TC da PMAM   * * * 9mm Assisti ao primeiro episódio da série 9mm (FOX). Com atuações que vão do caricatural ao engessado, julgo que faltou um pouco mais de expressão nos atores da maneira de se portar dos policiais (coisa que não faltou no Capitão Nascimento, de Tropa de Elite). Quanto à preocupação que já tinha citado aqui, o seriado me surpreendeu: se aproxima bem do realismo interessante para se mostrar os problemas, as frustrações e as dificuldades do dia-a-dia policial - pelo menos se propõe a isso. Não é tão empolgante quanto o Cathalá achou, nem tão enfadonho como o Roger disse. Vou continuar assistindo e ver se a coisa vai melhorando... * * * Chacinas Depois da chacina em que sete pessoas foram mortas em Mussurunga, Salvador, um novo episódio que expressa o grau de barbaridade que vai tomando conta da sociedade ocorreu: a morte de quatro pessoas no Alto das Pombas, também na capital baiana. Atentemos que tais crimes ocorrem sempre em locais carentes, onde os recursos são escassos, a educação falha, o Estado ausente. Desconfia-se, tanto em um quanto no outro caso, que as mortes se deram em virtude de disputa por tráfico de drogas. Nos perguntamos o que fazer, de quem é a culpa, como isso pode acontecer, mas sempre com a frieza do não-atingido, do imune àqueles vitupérios. E somos. Somos imunes e (ir)responsáveis proporcionalmente, cada um, por esses acontecimentos.