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CPAC

Criada na Polícia Militar da Bahia pelo decreto nº 7.926, na data de 18 de abril de 2001, a Companhia de Polícia de Ações em Caatinga - CPAC surgiu como uma nova unidade especializada para atuar no sertão baiano, tendo uma missão precípua bastante similar à constitucionalmente prevista para a Polícia Federal, a de combater as plantações e o tráfico na região conhecida como “Polígono da Maconha”, além da repressão em roubos a banco, cargas, ônibus e demais delitos de grande porte ocorridos no interior do estado, em circunstâncias onde as tropas ordinárias não estão plenamente aptas a atuar. Seus combatentes utilizam o uniforme 15°a, conhecido e popularizado pela similaridade com o dos soldados americanos no Iraque. O camuflado caatinga é bem coerente com a ambiência de atuação da unidade, e como todo uniforme diferenciado, confere ao militar um status precioso, que deve ser mantido com a disciplina tática e a aplicação da técnica nas ações, no que a CPAC tem correspondido satisfatoriamente, e remetendo ao dito no parágrafo anterior, a companhia atuou na Operação Prometeu, em junho, junto à Polícia Federal, Polícia Militar de Sergipe e de Pernambuco, com sucesso noticiado em rede nacional pela imprensa. Batalhão de Choque da PMSE e CPAC da PMBA na Operação Prometeu – Foto: Allan de Carvalho/SSP (site da PMSE) No âmbito estadual, a população soteropolitana tem todo ano a oportunidade de contar diretamente com o trabalho desta durante o Carnaval, onde novamente é digna de elogios e admiração. Interceptação de briga e auxílio à prestação de socorro dos bombeiros militares - Foto: Terra Ainda durante os procedimentos para a publicação desse texto, foi noticiado pela imprensa o desencadeamento de uma nova ação de grande porte da CPAC, junto às Polícias Federal e Civil, além do Corpo de Bombeiros e outras unidades da PMBA, novamente para combater o plantio e o tráfico nas fronteiras do norte do estado. Foi utilizada a nomenclatura de “Operação Labareda”, modismo sensacionalista sob a ótica de alguns críticos, de prática propagada principalmente pela Polícia Federal junto à imprensa nacional, mas isso é tema para discussão em outro momento. Policiais e agentes envolvidos na Operação Labareda - Foto: A Tarde É notório entre seus policiais o orgulho por servir nesta unidade, que goza de diferenciado prestígio no alto comando da corporação, bem como na sociedade, conforme registrado pela revista Veja, na seção Cartas na edição de 24 de outubro de 2007, onde um baiano teve publicado seu comentário alusivo à reportagem especial da capa anterior sobre o filme Tropa de Elite, com o registro: “Sugiro a filmagem de Tropa de Elite 2, usando como cenário o semi-árido baiano, onde os comandos especiais da Polícia Militar baiana combatem os plantadores de maconha e os assaltantes de banco. Parabéns pela reportagem. Parabéns pelo filme. Antonio Ricardo Cassa Louzada Eunápolis, BA” Ainda que a cidade do leitor não corresponda ao ambiente de atuação corriqueiro da CPAC, o elogio a alcança em lato sensu. Vanguardista no seguimento, a unidade é referencial para todas as demais especializadas criadas nesse âmbito, como a CIAC, CAEMA, CAEL, CAERC, CAESG e CAESA, tendo inclusive liderado recentemente, entre 14 e 17 de outubro, a Operação Sertão Livre II, oportunidade em que compartilhou parte de sua experiência com cinco das “menos antigas”, alcançando mais uma vez êxito exemplar. CPAC na Operação Sertão Livre II – Foto: Site da PMBA A multiplicação dessas unidades operacionais parece confrontar parcialmente com a perspectiva da polícia comunitária, dado seu caráter repressor, ostensivo, distante do perfil cidadão, em virtude de sua farda, equipamento, viaturas e demais caracteres, temática recentemente discutida por este blog. Imagens do curso – Foto: Orkut Atuar na CPAC é uma pretensão de muitos policiais militares que, além do valoroso curso de combate rural em áreas de caatinga, ministrado pela própria PMBA no período de 8 dias na seca tórrida da caatinga baiana, terão que demonstrar princípios e virtudes como disciplina, lealdade e bravura, facilmente perceptíveis naqueles que honrosamente vestem a farda e acima de tudo incorporam o espírito “Sertão!” de ser e agir.