Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 

Crack

Enquanto não se avança no campo das discussões racionais sobre legalização de outras drogas, medidas curiosas são tomadas pelo Judiciário, confundindo os pensamentos de policiais e cidadãos em geral. Duas recentes podem motivar reflexões que extrapolam o campo legal, chegando à esfera da motivação pessoal e interesses correlatos de quem assina. A Polícia Militar existe para preservar a ordem pública, que é flagrantemente quebrada quando um cidadão, ao transitar nas calçadas, é assediado, esbarra ou tropeça em "zumbis" sob efeito de crack e outras substâncias ilícitas, o que requer providências, que perpassam o campo da dispersão espacial como forma de debelar o problema. Se, como efeito dessa ação, os dependentes passam a vagar desorientados, paciência, é efeito colateral do tóxico, tal consequência não deveria ser atribuída como absolutamente decorrente da ação policial. Na contramão desse pensamento, o Judiciário paulista concedeu liminar pedida pelo Ministério Público do estado, decidindo: "Concedo o pedido para determinar que a polícia do Estado se abstenha de ações que ensejem situação vexatória, degradante ou desrespeitosa em face de usuários de substância entorpecente, e não os impeça de permanecer em logradouros públicos, tampouco os constranja a se movimentarem para outros espaços públicos, bem ressalvada a hipótese de flagrância delitiva, sob pena de multa cominatória diária no valor de RS 10 mil", diz a decisão do juiz Emílio Migliano Neto, da 7ª Vara de Fazenda Pública. (mais…)
O escritor inglês de The Doors of Perception (As Portas da Percepção), Aldous Huxley, afirmava que "Parece extremamente improvável que a humanidade, de um modo geral, jamais seja capaz de passar sem Paraísos Artificiais." A afirmação de Huxley parece bem atual e contextualizada com a escalada desenfreada da humanidade em busca desses "paraísos artificiais", sejam eles caracterizados culturalmente como lícitos ou ilícitos. O grande flagelo humano é que, na busca de abrir as portas da percepção, perde-se o controle, e abre-se na verdade uma espécie de "Caixa de Pandora", libertando-se todos os males íntimos, muitas vezes expressos em violências de todos os matizes, na desagregação da família, nas doenças da alma que encharcam a nossa selva de pedras social. É desta forma que o pretendido "Paraíso" acaba por se transformar em "Inferno" com adornos e facetas que nem mesmo Dante Alighieri na sua "Divina Comédia", ousou descrever. Alguns dos dados e fatos que mais chamam a atenção com relação ao mundo das drogas é que a maioria dos usuários e daqueles que estão diretamente ligados ao movimentado e brutal mundo do tráfico, são adolescentes e jovens, sem nenhuma perspectiva de futuro, a não ser os horrores das casas de acolhimentos de menores, a convivência diária com a guerra das facções, o confronto com as forças policiais, até o dia fatal, onde o seu corpo será fotografado com uma tarja no rosto e o seu nome será escrito apenas pelas iniciais... ("Olha ai, o meu guri..." – Chico Buarque) (mais…)
O Portal MSN Brasil divulgou uma frase emblemática do Presidente Lula no 9º Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva, em Olinda, Pernambuco: "possivelmente nem o governo nem o Ministro da Saúde possam ainda ter certeza de como tratar o problema das drogas no Brasil". A atitude, que pode parecer de desespero ou incompetência, na verdade, reflete o sentimento que atualmente está arraigado no poder público brasileiro. Entre os policiais, está claro que o atual contexto é ineficiente, ineficaz, tendendo a piorar. Todos os dias dezenas de pessoas são presas no Brasil por portarem drogas, a mídia veicula fotos e vídeos de grandes apreensões, nomes de grandes traficantes são divulgados como se fazia com os bandidos nos filmes de faroeste, e a cada dia que passa vemos mais intensamente a violência oriunda desse sistema se manifestando na sociedade. 10 questões sobre drogas De modo geral, podemos estabelecer 10 questões que, se corretamente respondidas, nos levam às políticas necessárias para a convivência pacífica com as drogas. Vejamos: Quais seriam os efeitos da legalização das drogas no Brasil? Legalizar as drogas parcial ou totalmente? Quais seriam os efeitos em outros países, principalmente da América Latina, de uma legalização das drogas no Brasil? Todos os usuários de droga podem ser considerados doentes, em virtude do uso? Como regulamentar um mercado de drogas legalizadas? Os usuários de droga devem ser punidos com prisão? Aumentar a pena para traficantes evita o tráfico? O que seduz a criança e o adolescente a ingressar no mundo das drogas? Como retirar os atuais dependentes químicos da dependência? Quem são os verdadeiros beneficiados com o bilionário mercado das drogas hoje? * * * As questões acima geram implicações e complicações várias, e as opiniões e experiências de autoridades, especialistas e leigos, todos envolvidos de algum modo com o problema, são fundamentais para se chegar a uma solução a longo prazo. Acredito que o grande desafio seja agregar essas visões em benefício do mesmo objetivo, mas com o comprometimento comum. Pessoalmente, pela vivência policial e pela reflexão a partir de algumas leituras, acredito na legalização como a tendência necessária para erradicarmos a violência ligada às drogas. Leia mais no Portal MSN: 'Nem o governo sabe como tratar as drogas', diz Lula