Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 

deficiência

Existe no Brasil uma família que não vive isolada, distante das demais. É responsável pelo ato administrativo complexo que garante a ordem pública certificando o dever do Estado de garantir o bem estar social. De forma equivalente aos elementos de uma família tradicional, temos o pai na figura do Poder Judiciário, a mãe na figura do Poder Executivo e uma tia, que não casou, vive com o grupo e é contribuinte no orçamento doméstico, a Senhora Poder Legislativo. Os filhos são muitos e não elencaremos todos aqui, em virtude do espaço focar a atividade policial, assim percebamos os mais ativos e, ultimamente, midiáticos: Polícia Militar e Civil. O Pai, centralizador, imperativo e tradicionalista, influencia e modifica todas as atitudes e decisões do lar. Se a mãe quiser agir na vida de seus filhos, mesmo estando mais próxima destes, tem obrigatoriamente que recorrer aos conselhos e orientações paternas. Ela tem autonomia limitada nas ações do lar. A tia, como moradora e irmã do pai, segue piamente suas recomendações. Por estar numa sociedade machista como a nossa, enxerga-o como protetor e líder. Praça dos Três Poderes: Pai, Mãe e Tia. Os filhos citados vivem seguindo os passos dos adultos, um processo que se assemelha a copiar uma identidade em detrimento à construção das suas. Não há um reconhecimento da importância de seus deveres constitucionais, nem da importância do aprofundamento jurídico como ferramenta para o bom desempenho profissional. Querem abraçar a tudo e não são excelentes nas suas atividades precípuas, prejudicadas pela briga por um espaço no furo de reportagem traduzida na exposição diária de emblemas, distintivos, brasões e detidos nas salas de delegacias. Precisam ser apenas POLÍCIA sem vaidades nocivas. Tratam as atividades policiais como se fossem independentes. Censuram as ações uns dos outros, demonstrando um ciúme desnecessário. A regra nesta família é simples: vivem sob a batuta do Sr. Judiciário, que não conhece as particularidades dos entes. Seguem, enquanto fiscalizados, as orientações da Srª. Executivo. Revistas pela censura paterna, buscam seus direitos nas recomendações da tia Srª. Legislativo. Os filhos atemorizados e inseguros estão a todo tempo em busca do acertar, e todos têm medo do poder modelador de imagem da vizinha; Imprensa. Esta última não é e nunca será quarto poder, basta que sejamos retos em todas as nossas ações. A família já possui lideranças demais! No quintal da residência destes personagens está a segurança pública, que nada mais poderia ser que uma árvore. Ninguém cuida. Todos querem seus frutos: gratificações, diárias, símbolos, cursos remunerados, promoções, viagens, honrarias e etc. Não esqueçamos dentro do grupo dos que querem apenas sua sombra que pode levá-los à uma reserva ou aposentadoria mais segura. Para estes, o gostoso é ser funcionário público mesmo que a estabilidade esteja na ponta do cano de uma arma apontada por um meliante, ou nas conseqüências de um disparo de suas armas empunhadas. Certamente tentarão não fazê-lo. De que forma? Reflitam! Enquanto todos nós vivemos assim, assistimos não das arquibancadas e camarotes, mas no teatro de operações, por sermos povo. O viciado flagrado com a droga não é encaminhado à realização do termo circunstanciado; o PM no seu serviço ostensivo é, por muitas vezes o juiz a aplicar a sua pena ao detido, a isto é chamado BOM SENSO policial, para não perdermos tempo frente à escassez de recursos materiais e humanos; o interesse PM é o de flagrar o traficante, que hoje só é alcançado após investigação estimulada pelas esporadas da mídia; em um outro quarto do domicílio, a Polícia Civil não investiga quando alguns TCO’s são realizados, o que, se feito, permitiria reconhecer, mapear os pontos de ocorrência do ilícito; muitos homens nas duas polícias vivem uma guerra inexistente, cercando-se de manicacas. (Que bonito! Muitos cursos e pouca empregabilidade). E o Sr. Judiciário (lembram-se dele?), simplesmente poderia estar mais próximo dos teus filhos de forma a incentivá-los e orientá-los sem receios. A nossa presunção é também de inocência , pois somos agentes públicos e não garis sociais. Aos que percebem segurança pública de forma racional registro os meus votos de perseverança, Imponham-se policiais!!! *Ricardo Souza da Anunciação é morador do Subúrbio Ferroviário de Salvador