Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Espírito Santo

Há alguns anos que milito em prol da liberdade de expressão dos policiais e bombeiros militares. Não bastasse o Código Penal Militar que submete os PMs e BMs à condição de semicidadãos, as legislações administrativas das polícias e bombeiros muitas vezes são utilizadas para retaliar aquele que se expressa - é claro, em discordância a decisões e práticas institucionais. É o que mostra uma postagem do blog do Almança, divulgando um caso absurdo e desmotivador, onde um soldado do Bombeiro Militar do Espírito Santo foi demitido por criticar superiores no Facebook. Abaixo, a publicação que o soldado BM teria feito em seu perfil do Facebook: Também segundo o Blog do Almança, segue a decisão do comando do Bombeiro Militar do Espírito Santo: O próprio bombeiro reconheceu posteriormente que foi "movido pela emoção" e que acabou "por fazer uma publicação cujas palavras foram um tanto quanto exageradas". Mas não foi suficiente: ainda hoje o ex-bombeiro continua excluído por "autorizar, promover ou tomar parte em qualquer manifestação coletiva, de caráter reivindicatório, de crítica ou de apoio a ato de superior, exceto nas demonstrações de boa e sã camaradagem" (risível!). Casos assim precisam acabar. Organizações e militantes de Direitos Humanos precisam se ocupar com esse tema. Os Direitos e Garantias Fundamentais da Constituição devem valer também para os policiais e bombeiros militares. Entenda todo o caso no blog do Almança.
O campo da segurança pública no Brasil, historicamente, foi pouco explorado tanto academicamente quanto em termos de políticas públicas eficientes. O resultado dessa desídia é o caos que vem se arrastando já faz alguns anos, para o qual eu diria que só viemos nos despertar a pouco tempo (mais academicamente do que nas políticas públicas eficientes). Se me pedissem um nome para definir essa mudança de postura, onde a segurança pública se torna um assunto a ser tratado de modo científico, responsável e realista, eu diria, sem sombra de dúvidas, "Luiz Eduardo Soares". Co-autor do prestigiado "Elite da Tropa", e do recém-lançado "Espírito Santo", Luiz Eduardo Soares, que é antropólogo, tem vasta atuação como pesquisador e gestor de segurança pública. Seu currículo conta com experiências como a de Secretário Nacional de Segurança Pública e Secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro. Hoje é professor da UERJ e da Estácio de Sá, e assessor da prefeitura de Nova Iguaçu-RJ. Na entrevista concedida exclusivamente ao Abordagem Policial, Luiz Eduardo fala de vários temas ligados à segurança, emitindo sua visão sobre o exercício dos direitos humanos pelas polícias brasileiras, a descriminalização das drogas, o militarismo e a unificação nas polícias, o ciclo completo de polícia etc. É uma entrevista fundamental para qualquer interessado em segurança pública. Espero que nossos leitores façam bom proveito: Clique para ler toda a Entrevista!