Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Globo

Duas recentes matérias publicadas em veículos de grande notoriedade no Brasil - para não dizer que estamos falando de exceções provincianas e locais - mostram o comprometimento da nossa imprensa com causas que costuma defender, geralmente criticando (legitimamente) as polícias e o sistema de justiça criminal no país. Os detalhes encontrados nestas publicações, que não significam pouco, apontam o quanto a linha editorial de grandes jornais e revistas não estão devidamente alinhados com o que chamamos de Direitos Humanos. O primeiro destaque é de uma manchete do Jornal O Globo, com o seguinte teor: Qualquer criança sabe bem o significado do termo "caçar", e as consequências inevitáveis para aquilo que é "presa" dos "caçadores". Há quem acuse esta observação de excessivamente detalhista, mas qualquer profissional da área de comunicação sabe bem o quanto cada palavra e seu significado possuem importância e são conscientemente escolhidas. Talvez também não seja um detalhe o fato de que o Leblon é um bairro nobre do Rio de Janeiro. A outra publicação ocorreu na Revista Veja, onde um colunista, ao citar a notícia de que a Holanda estaria fechando prisões por falta de condenados, disse que não concordava com as condições - dignas e salubres - das cadeias holandesas: Não considero injustas a maioria das críticas da imprensa às más práticas de policiais e outros agentes públicos, tampouco às acusações contra a institucionalização da violência em prisões e do sistema penal brasileiro como um todo. Mas que a imprensa lave a boca antes de acusar e criticar. Os Direitos Humanos agradecem...