Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

PCPR

Agora é oficial: o Governador do Paraná, Beto Richa, assinou o decreto que autoriza a contratação de 5.264 policiais militares e bombeiros e 400 delegados de polícia. O edital será publicado nas próximas semanas, de acordo com o Governo do Estado: O governador Beto Richa autorizou nesta sexta-feira (10/08), em Curitiba, a abertura de concursos públicos para a contratação de 19.435 servidores para as áreas da educação e segurança pública. São 5.264 policiais militares e bombeiros, 400 delegados e 13.771 professores e pedagogos. "A maior contratação de servidores públicos da história do Paraná é um ato de respeito deste governo a todos os cidadãos paranaenses”, disse o governador. "Estamos honrando os compromissos assumidos no plano de governo em áreas prioritárias desta gestão e garantindo mais qualidade de vida a população". De acordo com o Richa, os concursos já estão em fase de preparação, com a abertura do processo licitatório para a contratação da instituição que realizará o processo seletivo. Os editais deverão ser divulgados nos próximos 60 dias e as provas realizadas ainda neste ano. A assinatura dos documentos aconteceu durante a solenidade em comemoração aos 158 anos da Polícia Militar do Paraná, no Palácio Iguaçu. No ato, o governador lembrou que neste ano foram integrados às forças de segurança do Estado 3.120 novos policiais. POLICIAIS – Para o ingresso na carreira de praças da Polícia Militar serão destinadas 4.445 vagas para policiais. Além disso, serão preenchidas 819 vagas de bombeiros. O concurso para a Polícia Civil ofertará 400 vagas para delegados, conforme previsto no programa Paraná Seguro. O governador destacou outras medidas executadas para a reestruturação da segurança pública. Ele ressaltou a melhoria das condições salariais dos policiais; a contratação de policiais; a instalação do Batalhão de Fronteira, em Marechal Cândido Rondon; e a implantação de sete Unidades Paraná Seguro (UPS) nos bairros mais violentos de Curitiba. Richa ainda apontou outras ações que estão em andamento na área como a aquisição de 3,2 mil viaturas com tecnologia embarcada, a implantação de 400 módulos policiais móveis, a construção de 95 delegacias e implantação de novos batalhões da Polícia Militar na região da capital. Ele afirmou que já é possível ver resultados do esforço do governo, como a redução nas taxas de violência e homicídios. Os dados revelam que o índice de mortes violentas caiu 15% em Curitiba e 3,28% na região metropolitana, em comparação ao mesmo período do ano passado. Mais do que nunca, é hora de intensificar os estudos. Continue acompanhando o Abordagem Policial para saber de novidades e dicas. Boa sorte!
A notícia de que policiais civis do Paraná acabaram matando um sargento da Brigada Militar do Rio Grande do Sul em uma operação realizada em território gaúcho pode ser analisada sob dois aspectos: primeiro, os fatores que envolveram o incidente fatal para o Sargento, que à paisana morreu em situação para lá de nebulosa. Segundo, o grave erro de quem estava à frente da operação da Polícia Civil do Paraná, que atuando em local fora de sua competência legal sequer informou às autoridades do Rio Grande do Sul sobre a "invasão" ao estado. Não é a primeira vez que a atuação velada de policiais tem consequência trágica, após estes serem confundidos com criminosos (e aí não podemos emitir qualquer juízo sobre quem confundiu quem ou o quê - se o PM confundiu os PC's como criminosos ou o contrário). As polícias, e os policiais, não podem descuidar de procedimentos elementares para o porte de arma à paisana. Se vestindo farda a atenção e cuidado é indispensável, à paisana (de serviço ou não) a situação torna-se ainda mais delicada, uma vez que geralmente as pessoas irão tratar o policial como se não estivesse armado, e se o porte for percebido, a suspeita será imediata, afinal, o medo do crime é algo latente em nossa sociedade. Se quem estiver do outro lado for um criminoso ou mesmo policiais que desconhecem a profissão do colega, a tragédia é iminente, como no caso que discutimos. Sobre a atuação ilegal dos policiais civis paranaenses em território do Rio Grande do Sul, é preciso que se exponha certa peculiaridade da maioria das organizações policiais brasileiras: as polícias têm dificuldade de interagir até mesmo internamente, havendo distâncias entre unidades da mesma região. Não é raro que unidades policiais da mesma corporação funcionem como ilhas, sem qualquer relação de parceria ou comunicação, no tradicional estilo "cada um por si". Não é duvidoso que em outros estados operações semelhantes ocorram, sem que os governos sequer saibam, ou, sabendo, não se posicionem. Este é um desafio sério de gestão das corporações policiais. Abaixo, informações complementares sobre o caso: (mais…)