Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

PMPR

Depois da ação da Polícia Militar do Paraná durante a manifestação dos professores em frente à Assembleia Legislativa, em Curitiba, o Governo paranaense mostra sinais de crise interna. Primeiro, a notícia da demissão do Secretário de Educação. Agora, uma carta do Comandante Geral da PMPR endereçada ao Governador Beto Richa, que demonstra um atrito entre o Comando da Corporação e o Secretário de Segurança Pública, Delegado Francischini: Para melhor leitura, veja abaixo: CARTA AO EXCELENTÍSSIMO SENHOR GOVERNADOR DO ESTADO DO PARANÁ  O Comando da Policia Militar do Paraná, instituição sesquicentenária que labuta diariamente em prol da segurança pública do Estado do Paraná, cumprindo incansavelmente a s missão constitucional, vem perante Vossa Excelência manifestar o seu repúdio às declarações - atribuídas pela Imprensa ao Secretário de Estado da Segurança Pública, em data de 04 de maio de 2015 — e até agora não desmentidas — as quais atribuem única e tão somente à PMPR a responsabilidade pelos fatos ocorridos em 29 abril de 2015, quando da manifestação dos professores, pelos fundamentos abaixo delineados:  a) A Polícia Militar do Paraná esteve presente no dia 29 de Abril de 2015, cumprindo o seu papel constitucional de preservação da ordem pública, no intuito de garantir a ordem pública e impedir uma possível invasão da Assembleia Legislativa do Estado do Paraná, em atendimento ao interdito proibitório expedido pela Justiça paranaense, devidamente comandada, com planejamen prévio e ciente dos desdobramentos que poderiam advir.  b) Que o Senhor Secretário de Segurança Pública foi alertado inúmeras vezes pelo comando da Tropa empregada e pelo Comandante-Geral sobre os possíveis desdobramentos durante a ação e que mesmo sendo utilizadas as técnicas internacionalmente reconhecidas como as indicadas para a situação, pessoas poderiam sofrer ferimentos, como realmente ocorreu, tendo sido vítimas manifestantes e policiais militares empregados na operação.  c) Que imediatamente após os fatos foi determinada a abertura de Inquérito Policial Militar para a apuração dos possíveis excessos, no sentido de serem responsabilizados todos os que tenham dado causa aos mesmos.  d) O que não se pode admitir em respeito à tradição da Polícia Militar do Paraná, seus Oficiais e Praças, que seja atribuída a tão nobre corporação a pecha de irresponsável ou leviana, por não ter sido realizado um planejamento, ou mesmo que tenha sido negligente durante a operação, pois todas as ações foram tomadas seguindo o Plano de Operações elaborado, o qual foi aprovado pelo escalão superior da SESP, tendo inclusive o Senhor Secretário participado de diversas fases do planejamento, bem como é importante ressaltar que no desenrolar dos fatos o Senhor Secretário de Segurança Pública era informado dos desdobramentos. e) O Comando e os demais integrantes da Corporação deixam claro a Vossa Excelência, que nunca deixarão de cumprir o seu juramento desempenhar com honra, lealdade e sacrifício de sua própria vida, as suas obrigações, na defesa da Pátria, do Estado, da Constituição e das Leis. 
Atuar em manifestações populares é um dos maiores desafios operacionais para um policial. É muito difícil, para não dizer impossível, manter total controle dos movimentos coletivos na rua, dada a variedade de intenções (tanto de integrantes das manifestações quanto de infiltrados que, muitas vezes, tem intenções políticas ao causar algum distúrbio num movimento a princípio pacífico). O ideal é atuar de maneira pontual, cessando cirurgicamente a prática de alguma violência, reagindo apenas contra o responsável por ela. Mas isso é o ideal. Nem sempre há treinamento e equipamento para isso. Às vezes simplesmente não é possível identificar responsáveis. Às vezes falta paciência, preparo psicológico e controle das emoções. Considerar todos esses elementos é essencial para analisar qualquer atuação policial em manifestações, como a que ocorre agora em Curitiba, onde mais de 200 manifestantes (a maioria professores) já foram feridos por conta da ação policial no Paraná. Os professores estão se opondo a um pacote de austeridade do Governo Estadual, suprimindo direitos trabalhistas e previdenciários. Para quem não lembra, o atual Governador do Paraná é o mesmo que, ano passado, declarou que "uma pessoa com curso superior muitas vezes não aceita cumprir ordens de um oficial ou um superior, uma patente maior", se opondo à exigência de curso superior para os policiais militares. Na operação para reprimir a manifestação dos professores, o efetivo utilizado é maior que o aplicado na capital curitibana diariamente! Para ter uma noção do clima que se encontra a cúpula do Governo paranaense com a repressão aos professores, segue um vídeo divulgado pelo Blog do Esmael, recebido de um integrante do primeiro escalão do executivo estadual, onde o clima de "oba oba" é escandaloso: https://youtu.be/Ram0jFobI2s Sobre as condições de trabalho em que se encontram os policiais militares, o Abordagem Policial recebeu algumas manifestações de PMs reclamando dos turnos de trabalho e das instalações a que estão submetidos. Em um caso específico, a própria imprensa divulgou que policiais militares do interior convocados para atuar na capital foram expulsos de um hotel por falta de pagamento das diárias por parte do Governo. PMs punidos por se recusarem a atuar Não bastassem todos esses detalhes que mostram como a situação está sendo conduzida com o fígado, e não com o cérebro, adiciona-se o fato de policiais militares estarem presos por se recusarem a participar do cerco contra professores. Outra fonte informa que cerca de 50 policiais militares teriam sido presos. De quem é a culpa? Está claro que há uma orientação política irresponsável do Governo para a utilização do aparato policial (composto por trabalhadores) para reprimir trabalhadores se manifestando. Aliás, é o que parece, desrespeitando até mesmo condições básicas para a atuação dos policiais. Estando os policiais subordinados a um Governo que se comporta desta forma, é preciso ter muita inteligência e moderação para conduzir esse tipo de ação, pois não é o governador que responde objetivamente pelo tiro disparado, pelo bastão lançado e pelo agente químico utilizado. Todo policial sabe que entre a ordem e a execução existe a capacidade de ser razoável no cumprimento da missão. Depois não adianta dizer que "só estava cumprindo ordens", ainda mais em uma operação para conter professores, colegas de funcionalismo público, reivindicando direitos.
Você sai de casa aborrecido com algum problema e resolve sentar no banco de uma praça para espairecer. A alguns metros de distância, você ouve um samba antigo tocado por um grupo de senhores (provavelmente aposentados que se reúnem ali para socializar). Inicialmente, chama a atenção a musicalidade, a disposição daquelas pessoas, mas o problema que lhe fez sair de casa persiste martelando em sua cabeça. O tempo vai passando e, automaticamente, você vai batendo o pé no chão, acompanhando o ritmo da música. Mais um tempo e você está em pé, junto com outros curiosos, vendo a arte se manifestar em praça pública. O problema? Ficou pra depois. Não é de hoje que a música é utilizada como ferramenta de transformação emocional das pessoas. Da trilha sonora dos filmes que assistimos, que associam as características da cena (suspense, humor, horror) ao tipo de música, até o "background" musical das lojas modernas, que pretendem associar o conceito da marca a determinado estilo musical, a música é vastamente utilizada para convencer os indivíduos. Inclusive, existem muitos estudos pesquisando a associação de gêneros musicais a comportamentos e sensações, e muito dessas associações estão disseminadas na sociedade: quem ouve música erudita é preconcebido deste ou daquele modo, diferentemente de quem ouve rock, por exemplo. Mas não pretendemos avançar nessa seara, por enquanto. Hoje pretendemos sugerir a reflexão sobre o potencial das bandas de música nas polícias brasileiras, principalmente entre as polícias militares e guardas municipais, que lidam cotidianamente com o público nas ruas. "Qual seria o problema das bandas policiais formarem subgrupamentos que se dediquem ao rock, ao reggae, ao hip hop, ao samba, ao choro, axé music e outros gêneros que dialoguem de modo eficiente com a população local - principalmente com os jovens?" Parece que todas as polícias militares brasileiras possuem banda de música, geralmente constituída formalmente em lei, com chefia própria e um corpo de músicos que podem ser selecionados através de concurso externo (é feito um concurso específico para cada tipo de instrumentista) ou seleção interna (verifica-se entre os policiais quem é voluntário e possui conhecimento musical adequado). Isso significa que do ponto de vista estrutural as bandas já possuem, em todo o país, uma concepção formal mínima. Em rápida pesquisa na internet descobrimos que a banda policial mais antiga do país é da Polícia Militar do Paraná, fundada em 12 de março de 1857. A partir disso, um segundo desafio se impõe: como fazer que a música das polícias seja uma "ponte" de aproximação emocional entre os policiais e a população? Para além da musicalização marcial das solenidades militares, o que é possível fazer para que nossas bandas de música sejam disseminadas como instrumentos de visibilidade institucional e convencimento, principalmente entre os jovens? Muito já tem sido feito. A Polícia Militar do Espírito Santo (PMES), por exemplo, desde 1999 criou uma "Banda Junior", composta atualmente por mais de 250 jovens: Formada por crianças e adolescente da Grande Vitória a Banda Mirim passou a ser um serviço oferecido à sociedade capixaba pela Polícia Militar, no Quartel do Comando Geral, em Vitória. Em 2003, com sua evolução técnica, surge o “Projeto Cultural Banda Júnior da PMES”, que busca oportunizar o acesso de crianças e adolescentes a um novo cenário sociocultural e promover a valorização das principais instituições sociais. A capacitação dos alunos, que ingressam entre 11 e 14 anos de idade e podem participar da iniciativa até aos 18 anos, é desenvolvida ao longo de três anos. Neste período os 15 policiais militares responsáveis pela formação têm a missão de contribuir para o desenvolvimento sócio-cultural e humano de crianças e adolescentes, transmitindo valores como disciplina, ética e respeito ao próximo. No Rio de Janeiro, neste mês, policiais militares do 12º BPM (Niterói) foram destaque no jornal "O São Gonçalo" por desenvolverem o projeto "Tocando com a PM", de iniciação musical para crianças de escolas públicas. Mostraram que é possível figurar na capa de um jornal de grande circulação sem fazer parte do BOPE: Da Bahia, recentemente, o Cabo PM José Carlos foi destaque nacional no programa "Encontro", apresentado por Fátima Bernardes, cantando e emocionando o país: httpv://youtu.be/B3lJLcV5M90 *** Algumas polícias dividem sua estrutura musical em bandas, conjuntos ou seções. A Polícia Militar de Minas Gerais, por exemplo, faz uma interessante divisão, considerando as possibilidades de apresentação e o gênero musical. Fazem parte da Banda da PMMG, entre outras composições, as seguintes: Saxofonista; Saxofonista e Tecladista; Quarteto de Cordas; Quinteto de Sopros; Sexteto de Metais; Conjunto de Câmara; Bandas de Música; Banda Sinfônica; Big Band; Orquestra Show; Orquestra Sinfônica. Esse modelo chama a atenção pelas diversas possibilidades de atuação, a depender do contexto exigido para a apresentação. Aliás, há aí um princípio que deve ser expandido considerando as peculiaridades e popularidades locais onde atuam as polícias. Qual seria o problema das bandas policiais formarem subgrupamentos que se dediquem ao rock, ao reggae, ao hip hop, ao samba, ao choro, axé music e outros gêneros que dialoguem de modo eficiente com a população local - principalmente com os jovens? É um desafio atualíssimo para as polícias brasileiras entenderem, se aproximarem e manterem laços e diálogos permanentes com as comunidades, principalmente as periféricas. A música pode ser um elemento diferenciador e facilitador desse desafio. Que as polícias do povo mais musical do mundo aproveitem nossa característica para fazer policiamento!
Os candidatos ao concurso para o Curso de Formação de Soldados da Polícia Militar do Paraná (CFSd PMPR 2012), com 5.264 vagas, estão já de cabelos em pé aguardando a publicação do edital. O governo e o comando da PMPR já "lavaram as mãos" e passaram a bola para a FAFIPA, organizadora do concurso, segundo informa o Deputado Mauro Moraes: O Comando da Polícia Militar assinou, durante esta manhã, a autorização de abertura do edital do concurso para soldados e bombeiros militares. Cabe agora à Instituição que realizará a prova, a FAFIPA, concluir detalhes da elaboração do edital. De acordo com o parlamentar, o comando da PM e também os candidatos aguardam para hoje a publicação com os detalhes sobre o que será cobrado dos concorrentes, datas das provas e demais detalhes do concurso. "A parte do governo já foi feita, assim como a do Comando da Polícia Militar. Resta agora à FAFIPA concluir o processo, alterando o que for necessário para evitar problemas legais no futuro", destaca Moraes. A PM já passou detalhadamente aos profissionais da instituição o que deverá constar no edital. "Agora está tudo nas mãos da FAFIPA, que precisa se apressar para colocar o edital no ar", ressalta. Enquanto a FAFIPA não realiza a publicação, resta estudar, estudar e estudar. Continue acompanhando o Abordagem Policial e obtenha mais informações, dicas e materiais sobre este concurso!
O governo do estado do Paraná deu mais uma demonstração clara de que o concurso para o Curso de Formação de Soldados da Polícia e Bombeiro Militar ocorrerá ainda neste ano: O governador Beto Richa autorizou nesta semana a contratação da instituição que realizará o concurso para seleção de 5.264 novos policiais e bombeiros para a Polícia Militar. O edital deve ser publicado ainda este ano. As vagas são para cinco regiões do Estado. Das vagas abertas, 4.445 são para ingresso na carreira de praças da PM e 819 para bombeiros militares. O concurso será regionalizado, para reforçar o efetivo nas regiões de Curitiba e Litoral; Londrina; Maringá; Ponta Grossa e Cascavel. “Estamos reestruturando as forças de segurança do nosso Estado, com investimentos em infraestrutura, tecnologia, mas principalmente com o reforço no efetivo”, disse Richa, lembrando que o governo fez a maior contratação de policiais da história do Paraná, com a incorporação de 3.120 novos policiais militares, civis e bombeiros. CONCURSO – As provas e exames físicos serão realizados no primeiro trimestre de 2013. O concurso será realizado pela Faculdade Estadual de Educação, Ciências e Letras de Paranavaí (Fafipa). Além da prova de conhecimentos (objetiva e subjetiva), os candidatos serão submetidos a exame de saúde, avaliação psicológica, exame de capacidade física e, por fim, avaliação da conduta moral e pesquisa social. No ato da inscrição, o candidato deverá informar em qual das cinco regiões quer atuar. Poderão se inscrever pessoas com até 30 anos, de ambos os sexos. Mais do que nunca, o momento é de preparação e intensificação dos estudos. Em alguns dias o edital será publicado, e uma enxurrada de concorrentes desavisados surgirá para disputar as vagas. A hora é esta! Continue acompanhando o Abordagem Policial para obter material, informações e dicas sobre este concurso!
Mais um sinal claro foi dado pelo governo do Paraná sobre a realização do Concurso de Soldados da Polícia Militar em 2012 ocorreu nesta quinta, quando o Governo anunciou o aumento de efetivo em cidades do interior do estado: A partir de 2013, todos os municípios do Paraná passarão a contar com um efetivo mínimo de cinco policiais militares, sob o comando de um sargento. A determinação foi anunciada pelo governador Beto Richa nesta quinta-feira (29), durante encontro com prefeitas e prefeitos eleitos em Foz do Iguaçu. O governo também alocará viaturas e equipamentos para dar suporte ao trabalho dos policiais nos municípios. A medida integra o Projeto 300, batizado em alusão aos 300 menores municípios do Estado, que são o principal foco da iniciativa. Parte dos policiais integra a turma em formação e começará a atuar no primeiro semestre de 2013. O restante será selecionado pelo próximo concurso para ingresso na Polícia Militar. "Esse reforço faz parte do empenho do governo para garantir mais tranquilidade e segurança aos paranaenses. Não havia planejamento de efetivo nos pequenos municípios, e agora vamos mudar isso", disse Richa, lembrando que no ano passado o governo fez a maior contratação de policiais da história do Paraná. De acordo com o secretário da Segurança Pública, Cid Vasques, o projeto de reforço policial está em fase final de elaboração. Segundo a PM, alguns municípios têm apenas dois policiais fixos para atender mais de uma cidade. "Nos pequenos municípios o problema de efetivo é muito perceptível. O Projeto 300 faz parte das inúmeras melhorias promovidas pelo governo na área da segurança pública", disse. Vasquez citou como exemplos a aquisição de equipamentos e viaturas, além do aumento no efetivo policial, construção de novas sedes para o Instituto Médico-Legal, batalhões, delegacias e postos do Corpo de Bombeiros. MÍNIMO - O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberson Bondaruk, disse que cinco policiais é o número mínimo necessário para fazer o rodízio dos profissionais entre os plantões. "Este será um avanço fundamental. O governo estadual está atuando firme nessa questão e pretendemos, no mais curto espaço de tempo, dar a resposta que os municípios do Paraná precisam e merecem", afirmou. Mais um incentivo para os concurseiros intensificarem os estudos visando garantir uma vaga no certame. Continue acompanhando o Abordagem Policial para obter informações, dicas e material sobre este concurso.