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Polícia Estrangeira

De acordo com o Mapa da Violência 2015, mais de 90% dos homicídios cometidos no Brasil ocorreram com uso de armas de fogo. Esse número deixa claro que as políticas públicas da área de segurança devem focar na prevenção e repressão a esse tipo de violência. Uma medida tecnológica aparentemente eficiente, que vem sendo utilizada em várias cidades norte-americanas, são os sistemas de detecção de disparo de arma de fogo, que apontam com bastante exatidão que um disparo de arma de fogo ocorreu. Existem sistemas que podem ser instalados em uma cidade inteira, e outros que podem ser colocados em prédios escolas etc: Detecção de tiros em bairros e cidades A primeira pergunta feita por quem ouve falar desse tipo de tecnologia é sobre a capacidade de acerto desses sistemas. Segundo fabricantes, é possível diferenciar o disparo de armas de outros ruídos parecidos, como fogos de artifício, escapamentos de veículos e bombas. Com um índice de acerto que chega a mais de 90%, eles podem até mesmo identificar o calibre e o tipo de arma. Veja no gráfico abaixo a estrutura desse tipo de equipamento: O detector faz a triangulação das ondas sonoras e identificam o ponto exato onde o disparo foi feito. Em poucos segundos as informações sobre o disparo (tipo de arma, localização etc) são enviadas para a central de monitoramento. No vídeo a seguir você vê a divulgação da tecnologia (em espanhol): https://www.youtube.com/watch?v=mytq4hjHyBc A única cidade brasileira que utiliza esse recurso foi o município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre-RS. Na época, no ano de 2010, o investimento foi de cerca de R$2 milhões de reais, oriundos do PRONASCI (Governo Federal), em apenas um bairro com cerca de 70 mil habitantes. Detecção de disparos em prédios e lugares fechados Existem também tecnologias que detectam disparos de arma de fogo em locais fechados, como escolas, creches, ginásios, prédios etc. Nesse caso, além da detecção via áudio, instala-se câmeras com tecnologia infravermelho capaz de detectar o clarão do disparo da arma. Além de enviar o alerta à central da polícia, esse tipo de detector avisa a todas as pessoas que estiverem no local do disparo através de mensagens em seus smartphones. Veja o vídeo de apresentação (em inglês): https://www.youtube.com/watch?v=DwUp0zkt3Ss Iniciativa brasileira de detecção de disparos No ano passado uma iniciativa interessante nessa área foi divulgada no Brasil, o Microfone Inteligente Conectável (MIC), desenvolvido por pesquisadores em Recife-PE, apoiados pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq/MCTI). O MIC parece ser algo mais amplo que a tecnologia norte-americana, pois tem a pretensão de detectar tanto disparos de armas de fogo como ataques a bancos, caixas eletrônicos e residências, por meio do reconhecimento de batidas em paredes, vidros quebrando etc. Em tese, até na área de saúde o dispositivo poderá ser usado, na detecção de eventos como quedas, gemidos e pedidos de socorro. O projeto está em desenvolvimento, e tem a ambição de "rodar" em pequenos dispositivos como celulares e minicomputadores, permitindo que o MIC tenha tamanho reduzido, baixo consumo elétrico e custo acessível. Saiba mais sobre o Microfone Inteligente Conectável!
O vídeo a seguir foi publicado pelo Ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Ricardo Balestreri (mentor do PRONASCI, dos cursos EAD/SENASP e da Bolsa Formação), em seu perfil no Facebook. Sobre o vídeo ele comentou o seguinte: "Respeito e admiração não surgem por "geração espontânea". É preciso educar e estimular as pessoas a essa cultura de apoio à polícia. O modelo de intervenção policial tem tudo a ver com isso. Se é uma polícia "sequestrada" pelos governos, corporações e oligarquias, apartada e antagonista da população, reativa e com "ideologia de guerra", mesmo os cidadãos comuns vão desconfiar dela, ser-lhe indiferentes, às vezes mesmo odiá-la tanto quanto aos bandidos. Mas se for uma polícia preventiva e educativa (o que não a impede de ser tão enérgica quanto preciso nos momentos -coadjuvantes- em que a legítima repressão se faz necessária), uma polícia permanentemente presencial, "de proximidade", uma polícia que dialoga generosa e abertamente com os cidadãos honestos, a tendência, no mundo inteiro e também nos fragmentos experienciais desse tipo no Brasil, é o apoio popular à essa polícia. Isso não está apenas na teoria e nos livros. Está na vida real. Atuo com segurança pública e com polícias há 25 anos e sempre que encontrei e convivi com uma experiência de polícia de proximidade, encontrei e convivi com uma comunidade comprometida, grata e companheira da polícia. A atividade policial é tão nobre, tão socialmente protetora, que tem tudo para ser amada pela gente honesta e pacífica, a grande maioria. Mas precisa se apresentar tecnicamente correta, íntegra, legalista, ética, rigorosa mas sem abdicar dos valores humanistas. E não resolve condicionar isso a melhores salários. Sou e sempre fui parceiro notório das lutas salariais da polícia. Contudo, conduta moral não pode "depender" de salário. O policial serve ao povo e não ao governante.Uma polícia assim é rapidamente abraçada por esse povo, que a reconhece como parte sua. Isso se constrói. Não cai do céu..."