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Polícia internacional

A busca por soluções e melhorias para a crise na segurança pública em diversas partes do Brasil deve ocupar a mente de muitos profissionais pagos para isso nas secretarias, conselhos e comandos, a despeito de possível "desconhecimento" de causa, por motivações políticas ou descompromisso decorrente da paradoxal supremacia do interesse particular, com vistas a atender ambições pessoais. Visivelmente os colaboradores deste blog visam estimular a produção de conhecimento, fazendo jus à condição de aluno-a-oficial, futuro comandante e gestor da segurança pública. Mais conhecimento precisa ser produzido e trabalhado por oficiais e praças que compõem as corporações, com vistas a elevar o grau de profissionalização deste segmento. Deve-se rever a paranóia de que tudo a que se atribui a qualidade de importado é de qualidade, não através de nacionalismos ou bairrismos cegos, mas através de contestação em argumentos sérios, preferencialmente científicos. Há bom aprendizado a ser adquirido no exterior, em contrapartida há a necessidade de valorizar o produto interno. Experiências estrangeiras: lá não é como cá – Imagens: Divulgação Avaliar o processo de mudança ocorrido na Colômbia, por exemplo, onde havia grave crise com características semelhantes ao vivido hoje neste país, é importante na tentativa de reconstruir as ruínas que cedem diariamente. Mas daí a fazer comparações imediatas com nações distantes, de 1º mundo, querendo alcançar em curto prazo resultados semelhantes, é no mínimo precipitação ou sensacionalismo. O jornal O Dia fez reportagem nesta linha, apontando a quantidade de policiais mortos em Nova Iorque e Orlando, nos EUA, como patamar comparativo para o Rio de Janeiro. O secretário de segurança José Mariano Beltrame manteve contato com alguns americanos especialistas na área visando aplicar por aqui soluções que funcionaram lá, em uma sociedade significativamente diferente. Copiar gestão política não é como aprender técnicas operacionais – Imagem: CATI Muitos ditos especialistas hão de elogiar a iniciativa, além de oficiais das polícias, opiniões que devem ser respeitadas, mas nem por isso acatadas com mansidão. Dessas autoridades espera-se um cabedal bem mais amplo de experiências, leituras, cursos e capacitações diversas cujos futuros oficiais que aqui escrevem ainda não dispõem à vontade; ainda há muitas noites de serviço em claro a serem vividas, livros a serem lidos, seminários, estágios e diversas experiências vindouras. Saberiam lidar com a situação? – Imagens: CATI e DOE-BA Mas quem viria de fora para ensinar o BOPE-PMERJ a progredir em favelas hoje? Quem saberia planejar o policiamento no carnaval de Salvador melhor que a PMBA, conhecendo as relações estabelecidas com a população no decorrer da festa? São diversos os bons exemplos de "pratas da casa" que urgem ter seu conhecimento materializado e difundido. Preocupa ver o fácil convencimento de alguns ao ler obras estrangeiras, ouvir sugestões e copiar experiências crendo cegamente no que ali é dito e pregando a aplicação imediata daquelas idéias ao pé da letra, sobrepujando todo valor agregado ao modus operandi hodierno vigente.