Pesquisa no Rio estuda rejeição ao “Bandido Bom é Bandido Morto” 
Rio de Janeiro bate recorde de homicídios 
256 cidades do Estado de São Paulo não possuem Delegado 

Protestos 2014

Parte da população brasileira tem ido às ruas nos últimos meses para protestar manifestando indignação e descontentamento com o estado de coisas no país. Ao adotar equivocadamente táticas violentas para expressar esse descontentamento, alguns dos manifestantes alimentaram um ciclo de violência que tem o abuso da força policial como componente.  Nesse ciclo, só se vê dedos apontados: policiais acusam violência nos manifestantes e manifestantes acusam violência nos policiais. Virou algo como briga de torcida organizada, e o ciclo se mantém, explosivo e tenso. Os policiais precisam assumir sua parte na condição de agentes do Estado. Somos responsáveis por garantir segurança, evitar a violência, mediar conflitos. Não podemos ter como referência de comportamento ações não profissionais e ilegais. Devemos praticar a superioridade própria do profissionalismo, que não se confunde com arrogância, mas garante que não sejamos atingidos por motivos e sentimentos comuns a quem não está preparado para os desafios do nosso ofício. É inaceitável que um policial diga: "se um manifestante pode ser violento e agressivo, por que eu não posso ser?". Porque somos agentes do Estado. Profissionais! É inaceitável que um policial diga: "se um manifestante pode ser violento e agressivo, por que eu não posso ser?". Porque somos agentes do Estado. Profissionais! Mas isso não legitima a violência praticada por qualquer manifestante. Pelo contrário: dá instrumentos emocionais essenciais para que possamos lidar com esse tipo de conduta, prevenindo e reprimindo qualificadamente. Não há dúvidas que boa parte dos governantes tenta garantir, custe o que custar, a manutenção do poder independentemente do respeito a direitos e liberdades, e tentam manipular a forma de atuar das polícias para executar esse objetivo. Objetivos alcançados, se cair bem frente ao desgaste midiático, o poder de ocasião pune severamente os policiais pelos atos cometidos. A notícia a seguir ilustra bem o quanto foi trágico para os policiais militares que se travestiram de carrascos do poder recentemente: PM determina prisão administrativa de quatro policiais acusados de agredir e até roubar manifestantes no último domingo O Comando da Polícia Militar determinou, nesta terça-feira, a prisão administrativa de quatro policiais que atuaram na manifestação do último domingo, na Praça Saens Pena, na Tijuca, Zona Norte do Rio. A corporação informou ainda que três Inquéritos Policiais Militares (IPMs) foram abertos para apurar a conduta dos agentes. Durante o protesto, um cinegrafista canadaense foi agredido e uma mulher levou dois pontapés de um PM, em cena registrada por cinegrafistas amadores, além de outras denúncias de excessos. Ainda segundo o Comando da PM, os quatro policiais já receberam determinação para se apresentarem ao Batalhão de Policiamento de Grandes Eventos, onde permanecerão presos por ordem do comandante da unidade. São eles: o soldado Carlos Henrique Ferreira, acusado da agressão ao cinegrafista canadense Jason Ohara; o soldado Cristiano Ximenes, suspeito de ter roubado a câmera do jornalista estrangeiro; o soldado Jair Portilho Júnior, acusado de agredir um fotógrafo; e o soldado Rogério Costa de Oliveira, que aparece no vídeo chutando a jovem. Também foi aberta uma sindicância na Corregedoria para apurar a denúncia de que um policial teria assediado uma manifestante. Em cenas que também foram filmadas por cinegrafistas amadores, uma mulher, depois de queixar-se de ter sido agredida, ouve um PM ironizar: “Machucou? Machucou?” O agente ainda diz, em seguida: “Senti química e não foi gás lacrimogêneo. Foi admiração”. Fonte: EXTRA Veja os vídeos a que se referem a matéria: httpv://www.youtube.com/watch?v=iugprDMh0Uo httpv://youtu.be/2i9RylL6fcg Além de desumanidade, falta de profissionalismo e ineficiência, abusar da força é ingenuidade.