Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

Tonfa

"A defesa da agressão inicia-se antes que esta se concretize, precisamos educar o policial a estar sempre preparado, para que ele possa, através de treinamento, melhorar a sua capacidade de antever e prever uma situação de risco ou agressão" A Polícia Militar, na qualidade de instituição responsável pelo policiamento ostensivo destinado à preservação da ordem pública, enfrenta o árduo desafio de proteger os cidadãos contra a violência em suas diversas e modernas acepções. Assim, para atender às crescentes exigências sociais na área da segurança pública, é indispensável o desenvolvimento, aperfeiçoamento e implantação de táticas e técnicas policiais de alto nível, possibilitando o exercício eficaz, eficiente e efetivo do policiamento. O policial militar passou a exercer funções que extrapolam sua singular condição de guardião da sociedade. Hoje ele aconselha, orienta, assiste, socorre e, principalmente, se insere em todas as camadas de nossa sociedade, constituindo-se num elo entre o povo e o Governo, exercendo sem sombra de dúvida o papel de agente social do Estado, se constituindo num grande anteparo do Estado para conter as condutas perniciosas, fazer cumprir a Lei e manter a Ordem Pública. Sendo justamente com tal finalidade que a sociedade organizada outorgou ao Estado, através do Instituto Polícia, o monopólio do uso da força... No entanto, não raras vezes, pela desqualificação técnica, fazem ou se tornam vítimas do insucesso de suas ações, acarretando em prejuízo de várias ordens, quer pessoal, quer social, respondendo diretamente pelos erros advindos do mau uso da força que venha a empreender, discricionariamente, em sua atividade profissional. É muito expressivo o número de Policiais que, no Brasil inteiro, respondem criminalmente por ter utilizado inadequadamente o uso da força no exercício de sua profissão, arbitrariedades, lesões corporais graves ou morte de pessoas em confronto com policiais. A própria morte de policiais em ações mal realizadas, poderia ser minimizada com o aprimoramento do profissional proporcionado por treinamento especializado através da prática de Defesa Pessoal, que mais do que uma mera capacitação física e motora, objetiva implementar uma cultura de sobrevivência, em que a força, absolutamente traduzida pela técnica, é um recurso na resolução dos conflitos, e cingida à dimensão de, tão-somente, neutralizar a resistência à ação legal, acompanhada ou não de agressão física. Levando tudo isso em consideração, meu primeiro artigo aqui na Coluna Estratégia tem como objetivo refletir sobre as práticas policiais militares decorrentes do uso da força. O tema invoca a multidisciplinaridade do conhecimento com enfoque no Uso da Tonfa pelos comandantes de patrulha em eventos especiais. O estudo foi sistematizado em duas partes: a primeira contextualiza a função policial, uso da tonfa no serviço policial e seu histórico no Brasil, possibilidades e limitações; na segunda parte são apresentadas algumas sugestões. Vejam os tópicos: Histórico da Tonfa; Uso da força progressiva na atividade policial; Como a tonfa entrou para o universo policial; Os paradigmas quanto ao uso da Tonfa na PMBA; Principais argumentos utilizados por aqueles que são contra o uso da tonfa por comandantes de patrulha; Avaliação do uso da tonfa em conjunto com os demais equipamentos utilizados pelo policial militar; Pesquisa feita aos alunos-a-oficiais, após o serviço, sobre a utilização da tonfa. O estudo multidisciplinar do tema se justifica devido a atual realidade brasileira, em que o policial recebe uma tonfa e uma capacitação com baixo conteúdo prático e significativo. Ocorre insegurança no momento de decidir entre manter a arma na cintura ou sacá-la, e ao sacá-la, se vai "apertar o gatilho" ou não. Em instantes, os destinos dos envolvidos são lançados ao acaso. O policial toma decisões de vida e morte em frações de segundo, o resultado positivo torna-se mais uma ocorrência de rotina, já o erro pode ser irreparável e condenado com a perda da vida ou liberdade para ambos os lados. Clique na imagem abaixo para fazer o download do arquivo completo: