Durante a crise, empresas de segurança privada crescem no Brasil 
Governo Temer planeja endurecimento de penas no Brasil 
Como as crianças brasileiras percebem a violência? 

Treinamento

Há economias feitas pelo Estado, em relação a gastos na Saúde e na Educação, que implicam em grandes prejuízos a longo prazo, em troca de sobras para campanhas publicitárias. Trata-se de um artifício terrível, mas que se infiltra silenciosamente nas diversas esferas, causando danos severos em áreas críticas da sociedade. Na área da Segurança também pode acontecer uma poupança fatal, que reduz despesas à custa da destruição de vidas: a máxima restrição ao gasto com munição das Polícias. Cartuchos podem nem ser tão caros para o Governo, mas esse gasto não parece ser atrativo a alguns gestores. Talvez, na mente desses, pode parecer que o Poder Público está preparando seus servidores para matar, quando na verdade é justamente o oposto – quanto mais disparos o policial fizer em treinamento, mais vidas serão salvas, sobretudo de inocentes. Por certo existem policiais utilizando em serviço armas novas, com as quais jamais fizeram um único disparo. É bem provável que, fazendo uma pesquisa, seja detectado que inúmeros agentes de segurança do campo operacional, que trabalham nas ruas todos os dias para enfrentar o crime, estejam há dois, cinco, dez ou mais anos, sem ter praticado disparos em instrução. Qual a consequência dessa realidade? A grande possibilidade de inocentes serem atingidos. Por perder a familiaridade com o ato de atirar, o policial se afasta da noção exata de recuo, desvio, alcance, entre outros aspectos que devem ser analisados pelo subconsciente na fração de segundo do acionamento do gatilho. Bem intencionado, atira no que vê, mas acerta no que não vê. Aí se desenha a grande tragédia, uma vida inocente perdida e um trabalhador transtornado, preso, com remorso e um peso na consciência que o acompanhará por toda existência. Sua família vai sofrer ao extremo, de privações financeiras com os custos de processo ao drama social de passar por essa situação. O alcance de impacto do disparo é multiplicado por todos que viviam em torno de quem foi atingido, o qual, ainda que sobreviva, vai carregar também marcas que não se apagam. Mas quem tem a verdadeira culpa nessa história? É definitivamente inadmissível que o investimento em capacitação seja visto meramente como um gasto que pode ser cortado em prol de outras despesas talvez bem menos essenciais, mas que trazem retorno eleitoral, por exemplo. Cada real poupado em cartuchos que deixam de ser utilizados em treinamento é uma probabilidade maior de que um profissional tenha sua carreira destruída e algum inocente tenha a vida interrompida. Talvez essa situação ocorra em algum lugar e a velocidade das notícias de mortes indesejadas não permita a todos analisar pelo ponto de vista aqui exposto.
Quando se fala em bola e esporte no Brasil, logo lembramos de futebol, ou até, vá lá, vôlei. Mas existe uma modalidade esportiva que a cada dia que passa atrai mais adeptos no Brasil e no mundo: o paintball. explorando a fixação que as pessoas têm pelo combate com arma de fogo - grande parte dela oriunda dos filmes de ação/policiais -, o paintball já possui uma comunidade de admiradores, praticantes e entusiastas que chega ao incrível número de 15 milhões de pessoas. A vantagem do paintball é a possibilidade de atingir um alvo sem ferir o oponente, mas tendo a certeza de que o acertou, pois a tinta logo o denuncia. O Nascimento do Paintball Mas o paintball não surgiu como uma brincadeira, ao contrário, foi a partir da necessidade do Serviço Florestal dos Estados Unidos marcar árvores a longa distância (localizadas em margens de rios que não podiam ser transpostos, por exemplo), que a empresa Nelson Paint Company foi contratada. As pistolas de spray utilizadas à época para tal fim não resolviam o problema, dada a distância a ser alcançada nesses casos: "A idéia das bolas de tinta era que poderiam ser disparadas pelas obstruções do caminho e também uma bola de tinta disparada de um equipamento marcador de tinta teria um alcance bem maior que o de uma pistola de spray. Fazendeiros poderiam também usar as bolas para marcar gado da mesma forma. Charles Nelson matutou sobre essa idéia e inventou um projétil de tinta que pudesse ser disparado de uma arma de pressão. O projétil foi criado injetando-se tinta dentro de cápsulas de gelatina normalmente usadas como drágeas de um remédio para cavalos." Leia mais sobre a história do Paintball no site Paintballbrasil.com.br A arma de Paintball Nascida de uma idéia simples, mas genial, a arma de Paintball funciona com um mecanismo de ar comprimido, expelindo bolinhas com tinta em seu interior que, ao atingir o adversário "explodem" e sujam de tinta o alvo. A depender da arma que o praticante está utilizando, há a possibilidade de portar inúmeras munições, facilitando a realização de um confronto mais demorado. O HowStuffWorks explica bem o funcionamento das armas de Paintball: "As diferentes armas possuem diferentes sistemas de descarga, mas a idéia básica de todas elas é a mesma. Ela é armada de maneira que uma bolinha de paintball possa cair do depósito alimentador e entrar no cilindro. Então uma pequena explosão de gás comprimido é lançada no cilindro, bem atrás da bolinha de paintball. O ar comprimido empurra a bolinha de paintball por trás com muito mais força do que o ar que está do outro lado da bola, e assim ela é impulsionada para frente. Para fazer com que o jogo seja seguro, a força das armas de paintball é regulada com precisão. As armas em jogo são ajustadas para que a velocidade máxima da bola atirada seja de 91m por segundo." Leia mais no HowStuffWorks. Como praticar Paintball Para praticar Paintball, é preciso que você possua um local com espaço e segurança suficientes. Existem vários campos no Brasil (todas as grandes cidades brasileira já possuem). Geralmente o objetivo do jogo é capturar o maior número de bandeiras dispostas no campo, sem ser atingido, claro. Caso o participante de um time seja alvejado, ele ficará fora da partida momentaneamente, até que a próxima rodada se inicie. Todo o jogo é fiscalizado por um árbitro, que marca o tempo da partida e observa se algum participante foi alvejado ou não. É óbvio que existem variações no uso do paintball, ficando a cargo dos participantes, e das regras de cada campo, criar novos parâmetros para se divertir. Conheço alguns campos onde para que um time vença é preciso eliminar o maior número de componentes do time adversário. Como se vê, as possibilidades são enormes. O Paintball e a técnica policial Um uso do Paintball que particularmente nos interessa é sua aplicação no treinamento policial. A primeira grande vantagem em se treinar com armas de Paintball é o grau de realidade que elas dão à instrução policial. Realizar simulação de ocorrências com esse "brinquedo" é algo fantástico, e pode servir para avaliar bem o desempenho de um policial na prática. Já participei de treinamentos do tipo, e o nível de stress que a simulação alcança é muito próximo do real. O instrutor pode, para economizar no número de armas de paintball e para aumentar o realismo, colocar alguns componentes da ocorrência portando armas de verdade, com munições de festim. Imaginem um tiroteio onde se ouve os estampidos da munição de festim e se tem a sensação de ser atingido pelas bolinhas de tinta... Muitas polícias e forças armadas do mundo já utilizam as armas de paintball em suas academias, algo que não é muito comum aqui no Brasil. Mesmo assim, isso não impede de policiais reunirem um grupo de interessados e, sob a coordenação de um líder, realizar treinamentos que simulem possíveis ocorrências. É uma maneira interessante de se aperfeiçoar e ter contato com uma realidade que geralmente não pode ser bem simulada. Até mesmo criminosos já atentaram para as possibilidades do Paintball como ferramenta de treinamento. Em fevereiro deste ano, no Rio de Janeiro, foram apreendidas máscaras e coletes de proteção, e a polícia carioca divulgou que traficantes do Complexo do São Carlos têm um campo de treinamento de tiros no morro. Veja a matéria do Estadão: Polícia acha campo de paintball para traficantes no Rio A segurança no Paintball Assim como numa instrução de tiro comum, todo desportista de Paintball deve estar ciente dos procedimentos de segurança para a prática do esporte. Apesar de não ter poder perfurante, as bolas de paintball, caso atinjam o olho do participante, podem cegar, por isso a utilização incondicional da máscara de proteção. Além disso, é exigível a utilização de uma espécie de rolha na extremidade do cano da arma enquanto o jogo não se inicia. Ao ser atingido por um tiro, é possível que o participante fique com marcas avermelhadas no corpo, em virtude da velocidade com que as bolas atingem o alvo (quanto mais perto, maior a marca e a dor). Por isso, é importante a utilização de luvas, pescoceiras, tênis, calças, blusões etc. A maioria dos campos de Paintball possuem bares, lanchonetes ou até miniclubes em suas dependências. Trata-se de uma prática muito divertida e saudável, exigindo preparo físico e mental dos participantes. Desde as crianças de pouca idade até idosos, homens ou mulheres, podem participar da prática, bastando para isso ter disposição, espírito de competitividade e respeito aos procedimentos de segurança. Sou um entusiasta do esporte, e indico a todos como um bom programa para o final de semana.