Os problemas com as armas Taurus 
Mulheres com medidas protetivas poderão acionar botão para chamar a polícia em Pernambuco 
Jovens são presos por desacato após comentar ações de policiais 

Vitimização Policial

Muita comoção na Polícia Militar de Alagoas: uma policial militar foi vítima de mais de quinze disparos de uma submetralhadora que estava no interior da viatura em que estava embarcada. Confira o relato dos policiais que estavam com a PFem: A soldado da Polícia Militar atingida por 17 tiros de metralhadora quando fazia ronda no bairro do São Jorge, em Maceió, não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã deste domingo (31), após passar por três cirurgias no Hospital Geral do Estado (HGE). A informação foi confirmada pelo Serviço Social do hospital. De acordo com o HGE, após ser submetida às cirurgias, Izabelle estava sendo preparada para ser transferida para a UTI da unidade, mas faleceu antes disso. Segundo informações do major Jota Claúdio, da PM, a polícia acredita que a arma tenha sido disparada acidentalmente, pois a metralhadora estava travada e posicionada no chão da viatura. O major disse ainda que os companheiros de trabalho da soldado informaram que a arma disparou durante uma curva brusca do veículo. "Não se sabe o que realmente aconteceu, o IC [Instituto de Criminalística] já recolheu o veículo e a arma para que seja feita a perícia e descobrir porque a arma disparou mesmo estando travada", disse. Ainda de acordo com o major, este tipo de arma mesmo destravada só pode disparar dois tiros no máximo, e no caso da soldado, disparou 30. Destes, 17 tiros atingiram a vítima nas regiões do braço, axila e abdômen. "Os companheiros da soldado serão ouvidos e o caso deve ser investigado para saber se realmente foi acidental ou se a guarnição foi vítima de emboscada". Após o incidente, a soldado foi levada em estado grave para o Hospital Geral do Estado (HGE), no bairro do Trapiche da Barra, onde foi submetida a três cirurgias, mas não resistiu. Familiares e colegas de farda da soldado aguardavam notícias sobre a morte da vítima em frente ao HGE. A família de Izabelle não quis falar com a imprensa. Todos estavam muito sensibilizados e abalados com o que aconteceu. Por meio de nota, a Polícia Militar de Alagoas informou que lamenta o falecimento da soldado. "Esse é um momento de tristeza e consternação para toda família miliciana. Daremos início à apuração dos fatos para elucidar as circunstâncias de incidente". Fonte: G1/Alagoas O caso é bastante questionado quanto à sua real causa. Que as investigações apontem logo para a verdade.
Segundo o Jornal A Tarde On Line, já são 18 policiais mortos esse ano na Bahia Anteontem, sábado, dia 21, um policial num assalto a ônibus em Pojuca, o Sd PM José Ferreira foi morto depois de ter sido reconhecido por assaltantes. Ontem, domingo, dia 22, outro policial-militar; desta vez, o Aluno-a-Oficial PM Mota, do último ano do Curso de Formação de Oficiais, que foi assassinado depois de ter sido reconhecido durante um assalto no Uruguai. Hoje, segunda-feira, dia 23, um policial-militar, o Sd PM Carlos Moreira, foi assassinado em Valéria. Verdadeiramente eu não consigo pensar em outra profissão mais perigosa e estressante do que a de policial, que se envolve diretamente com os problemas sociais. Uma política de remuneração estratégica é uma diretriz estatal emergente aos órgãos ligados à segurança pública. O Estado precisa ver a Polícia como instituição merecedora de um tratamento remuneratório distinto, que possibilite ao policial exercer com tranqüilidade seu mister. Sem Segurança Pública, nenhum outro serviço público funciona plenamente. Um salário digno muda hábitos. Se ganhasse bem, o policial selecionaria melhor os locais que freqüenta: assim, estaria mais seguro. Com um bom salário, seria mais difícil o serviço paralelo, o famoso "bico": menos risco. Com a remuneração estratégica, o policial teria moradia melhor, transporte mais adequado, conseqüentemente, prestaria um melhor serviço à sociedade, elevaria sua auto-estima e perceberia que sua profissão é tão valorizada quanto a de muitos ainda bem remunerados no serviço público. "Os policiais precisam reconhecer que para servir e proteger a comunidade, eles precisam primeiro estar preparados para proteger a si mesmos". Embora Anthony Pinizzotto esteja certo, entendo que essa fase já foi concluída. Quem precisa reconhecer agora não são mais os policiais. Os governantes é quem deve equipar as Polícias, treinar os policiais e remunerar melhor estes servidores. Anteontem, ontem e hoje partiram três colegas de fardas. Policiais que foram formados para combater o crime, mas se tornaram vítimas dele. Vitimização Policial é um assunto que está ganhando corpo na comunidade acadêmica ultimamente. A discussão vem dando nova versão a uma abordagem: policiais também são vítimas do crime. A Vitimização Policial se torna mais relevante na medida em que perpassa e exercício regular da profissão. Embora na folga, os policiais morrem é em função do seu serviço, em função da dualidade social polícia-bandido que já está instalada. Resta-nos uma homenagem aos nossos colegas que se foram e deixaram para nós a reflexão de que precisamos fazer algo. Vitimização Policial é um termômetro. Se ela está aumentando, é porque a sociedade está sofrida e o crime está pulando a muralha institucional, não encontrando reação estatal à altura.